O pessoal pode ridicularizar o contributo de Portugal para a paz conseguido pelo envio das granadas, dos walkie-talkies e do Jose Rodrigues dos Santos para a Ucrânia. O que não se pode menosprezar é o impacto internacional da guerra que travam os defensores da liberdade e da democracia nos campos mediáticos nacionais. Primeiro foi o nosso ministro dos negócios estrangeiros que foi notícia na imprensa mundial ao forçar o deputado do pcp a revelar a sua identidade de espião russo. Ontem, esses foram os 13 segundos mais vistos na bbc news, na Rússia tv, na Al Jazeera e na cnn dos EUA. Entretanto na CNN de Portugal, um campo de batalha tão crucial para os destinos da Europa como os de Donetsk Kiev e Lviv, assistimos à combinação da retórica inflamada de Sérgio Sousa Pinto e o brilhantismo acutilante de Sebastião Bugalho a dizimarem as tropas russas que se escondiam debaixo da cadeira de Antônio Filipe. Sousa Pinto em particular, que sempre se imaginou como um tribuno Ateniense, revelou que afinal pode vir a tornar-se um coração de leão capaz de motivar as tropas nos campos de batalha mais sangrentos.
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